Em uma era dominada pelo “fast fashion”, é imprescindível desenvolver uma consciência de consumo sobre certos produtos que compramos.

Atualmente a cadeia produtiva da indústria têxtil é gigantesca, são milhares de pessoas trabalhando para produzir roupas, sapatos, bolsas e acessórios. O Brasil especificamente, é hoje o quarto maior produtor de confecção no mundo, com isso é fácil entender a importância que o setor tem na sociedade e na economia.

O movimento Fashion Revolution trata exatamente essa questão, o objetivo dele é aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto. O mundo fashion tem um lado muito obscuro, com escravidão, exploração de pessoas, e de recursos naturais, isso tudo com a finalidade de ganhar muito dinheiro gastando pouco. Então a importância de desenvolvermos a noção de que são pessoas que costuram, bordam e tinge os nossos tecidos, e que antes da peça chegar às passarelas, e vitrines o seu meio de produção muitas vezes é precário.

Criar esse hábito tanto dos consumidores quanto das empresas varejistas é algo crucial para que esse sistema de transparência funcione cada vez mais. Isso é defendido pelo movimento, que quando as empresas divulgam publicamente informações sobre as práticas e impactos da marca em relação aos seus colaboradores, comunidades e ao meio ambiente, os benefícios são significativos e  de longo prazo, gerando melhores resultados.

É fato que quando as pessoas têm informação de qualidade a sua noção de compra muda, já que a aquisição é o último passo de uma jornada que envolve centenas de pessoas nesse meio de produção. Por esses fatores que a Fashion Revolution incentiva o debate não só sobre a transparência, mas outros diversos problemas que envolve o mundo da moda.